7ș Plano de Pastoral - Arquidiocese de Campinas
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7º Plano Pastoral

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Introdução

Objetivo Geral do 7º Plano de Pastoral

“Evangelizar
A partir do encontro com Jesus Cristo,
como discípulos missionários,
à luz da evangélica opção
preferencial pelos pobres,

promovendo a dignidade da pessoa,
renovando a comunidade,
participando da construção
de uma sociedade justa e solidária,

para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10)”

(DGAEIB - Documento 87 da CNBB)

 

INTRODUÇÃO

Evangelizar é anunciar a boa nova da salvação em Jesus Cristo, a partir do encontro com Ele. Este anúncio toca o presente e o futuro dos tempos. É a palavra que orienta o caminho, provoca uma confissão de fé e nos chama à conversão de vida. É missionária e profética, portadora de vida e de esperança. Como disse o Apóstolo Paulo: “Anunciar o Evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não evangelizar (1Cor 9,16).”

Na força da missão de Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois Ele me consagrou com a unção para evangelizar os pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor” (Lc 4,18-19), somos convocados a assumir permanentemente a missão evangelizadora, condição fundamental para guardar e reviver o clima pascal de alegria no Espírito, que animou a Igreja em seu nascimento e a sustenta em todos os momentos de sua História.

Como Igreja nos comprometemos a ser sinal visível da salvação realizada por Jesus Cristo e estamos comprometidos, também, em anunciar esta salvação a todos os homens e mulheres, sendo sal da terra e luz do mundo, empenhados em promover a graça do encontro pessoal com Jesus Cristo, em todos os âmbitos da Ação evangelizadora: pessoal, comunitário e social.

O encontro com Jesus Cristo na Palavra, nos Sacramentos, na prática da religiosidade popular e no acolhimento dos pobres nos leva a seguir o caminho do Senhor. Fortalece-nos como seus discípulos e discípulas, para viver, amar, perdoar, cuidar dos mais pobres e dos pequeninos. Esse encontro é o fio condutor de um processo que culmina na maturidade do discípulo e discípula, deve renovar-se constantemente pelo testemunho pessoal, pelo anúncio do Evangelho e pela ação missionária da comunidade.

É na comunidade missionária que desabrocham as vocações e ministérios e todos buscam a devida formação, num processo de preparação para a missão. Neste sentido entendemos o discipulado como amadurecimento constante do conhecimento, do amor e do seguimento de Jesus Mestre, quando também se aprofunda a experiência de sua Pessoa, de seu ensinamento e do Mistério Pascal, graças à catequese permanente e à vida sacramental.

Queremos ser uma Igreja unida em torno da fé em Jesus Cristo para testemunhar com autenticidade sua missão no mundo, caminhando sempre em busca da conversão de vida, acolhedora dos pobres, voltada para o anúncio do Reino de Deus com autêntico testemunho de comunhão e participação. Queremos ser uma Igreja missionária, servidora e samaritana, atenta aos desafios do nosso tempo.

Como discípulos missionários somos chamados a testemunhar nosso batismo, nossa fé, nosso fervor. “Portanto, conservemos a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas! Isto constitua para nós – como para João Batista, para Pedro, para Paulo, para os outros apóstolos e para uma multidão de admiráveis evangelizadores no decurso da história da Igreja – um impulso interior que ninguém nem nada possam extinguir. O mundo do nosso tempo que procura, ora na angústia, ora na esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e desencorajados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram os que receberam primeiro em si a alegria de Cristo, e são aqueles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o Reino seja anunciado.” (EN 80)

“O discípulo nasce pelo fascínio do encontro com Cristo - um encontro pessoal - e se desenvolve pela força da atração que permanece na experiência  de comunhão dos discípulos de Jesus”. (DGAEIB, 89).

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